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25 de Maio de 2011

Se o PS não ganhar as eleições as parcerias internacionais serão descontinuadas. A afirmação é de Carlos Zorrinho, candidato do Partido Socialista. Ainda sobre os acordos internacionais o candidato do PS provocou reacção na assistência ao dizer que “por pertencer a esta Universidade, sabe o que se passou e não está ali para lavar roupa suja”. Em reação Pedro Lynce afirmou que vão ser avaliadas e mas não descontinuadas.
A avaliação foi o tema central do debate que reuniu os candidatos Carlos Zorrinho do PS, Pedro Lynce do PSD, João Oliveira da CDU e Miguel Sampaio do Bloco de Esquerda na Universidade de Évora. Avaliar os alunos, os cursos e as Universidades.
Moderados pelo jornalista Carlos Julio os candidatos, estimulados pelo auditório, responderam a questões como a existência de concursos publicos que apenas permitem o acesso a mestres pós-bolonha, os cortes nas bolsas de estudo e a acção da Agência de Acreditação do Ensino Superior.
Estupefactos foi a forma como os quatro candidatos presentes, ficaram ao saber que existem concursos públicos que preterem Mestres pré-bolonha em função dos Mestres pós-bolonha. O processo de Bolonha foi considerado o mais grave dos problemas,  pelo candidado do PSD, que afirma ter sido feita uma  mera redução de 5 para 3 anos o tempo das licenciaturas. Pedro Lynce, diz que neste momento, em vez de se criar uma “banda larga” de conhecimentos base faz-se uma especialização desde o inicio. Como professor universitário reconhece que os seus pares também foram responsáveis por isso. “Há cursos de gestão de tudo e mais alguma coisa, quando no final do terceiro o ano o curso deveria ser apenas de Gestão. A especialização tem de chegar depois, reafirmou Lynce, para quem a solução está na avaliação dos cursos e das Universidades.
Carlos Zorrinho, confrontado com os problemas existentes na acção social escolar, defendeu o novo sistema de atribuíções de bolsas através do aumento do valor total disponibilizado que chega aos 160 milhões de euros. O candidato socialista fala em justiça e não em controlo de custos, já que ficaram de fora os alunos que tem património superior a 100 mil euros. É nesta base que defende o princípio de empréstimos bancários que os alunos podem usar para financiar a sua formação. Professor do Departamento de Gestão da Universidade de Évora, Carlos Zorrinho disse ainda que “é normal, por esse mundo fora, um estudante trabalhar em part-time enquanto está a estudar fazendo uma primeira incursão no mercado de trabalho”. Tal é criticado pelo candidato da CDU, como financiamento aravés de empréstimos. João Oliveira  acusa o governo de ser um agente da banca e de violar a constituíção ao impedir que alguns alunos frequentem o ensino superior por falta de recursos eleitorais. Partilhadas foram ainda as criticas à Agência de Avaliação do Ensino Superior. Excesso de governamentalização, dizem os adversários do governo ainda em funções. Pedro Lynce afirmou mesmo que o PS acabou com o Conselho anteriormente existia apenas porque este era liderado pelo Professor Adriano Moreira e este “falava demais para os socialistas”. Zorrinho, em resposta, afirmou respeitar muito o Professor Adriano o Moreira e deu como exemplo o facto da sua filha, Isabel Moreira, fazer parte das listas socialistas.
Em debate tiveram ainda os acordos com as Universidades estrangeiras, o financiamento e a futura rede de Universidades e Politécnicos. A questão foi levantada pelo presidente da Associação Académica da Universidade de Évora. Luís Rodrigues lembrou que Portugal é o país da OCDE com mais Universidades per capita para questionar se tal é sustentável e nesse caso se tal pode levar ao desaparecimento da Universidade de Évora. A falar na casa do anfitrião Pedro Lynce diz que actualmente a politica leverá ao “encerramento do interior” mas não ao encerramento da Universidade de Évora “a única no Alentejo”. Carlos Zorrinho diz que é necessário encontrar formas de financiamento das Universidade baseados na investigação. O debate sobre o Ensino Superior, ficou marcado pelo silêncio do candidato do Bloco de Esquerda. Miguel Sampaio afirmou que o Bloco de Esquerda tem propostas concretas para o Ensino Superior, mas pediu desculpa pela sua falta de à vontade neste tipo de debates que o deixou “bloqueado”. Um situação reconhecida pelos seus adversários e pelo auditório e que o aplaudiram. André Assis e Santo esteve ausente do debate organizado na noite de terça-feira pela Associação Académica  da Universidade de Évora, mas justificou a sua falta por motivo de doença.
publicado por EOL às 12:13
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