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03 de Outubro de 2007

No dia 4 de Outubro, às 9h30, realiza-se no Convento dos Remédios a Sessão de Abertura das X Jornadas Internacionais “Escola de Música da Sé de Évora”. Mais de meia centena de participantes de vários países vão estudar a polifonia eborense do século XVI orientados por Maestros de elevado currículo nacional e internacional. Até ao dia 7, ateliers, conferências e quatro concertos na Sé fazem de Évora um Centro Europeu da Polifonia da Renascença. É assim há dez anos.

O programa de dia 4 inclui também uma visita guiada pelo Dr. Jorge Raposo à Sé e seus Arquivos para os participantes, ateliers de aprofundamento e interpretação sob a orientação dos Maestros Peter Phillips, Owen Rees, Armando Possante e Pedro Teixeira, com o pianista Nicholas McNair como acompanhante, durante o dia. Às 21,30h, Concerto na Sé de Évora pelo Grupo Vocal Introitus, direcção Fernando Gomes com o seguinte reportório: Época de Ouro da Polifonia Ibérica. I parte: Escola de Évora - Canto Gregoriano: Ecce Dominus Noster, Asperges me e Lumen ad Revelationem; E. Lopes Morago: Lumen ad Revelationem; Francisco Martins: Adiuvanos Deus, Seniores Populi e Velum Templi; Diogo Dias Melgaz: Memento Homo, Requiem e Rex Tremendae Majestatis; Frei Manuel Cardoso: Manum Suam / O Vos Omnes, Lux Aeterna e Panis Angelicus; Manuel Mendes: Alleluia; Francisco Velez: Alleluia do 2º tom. II parte: Influentes Escolas Contemporâneas - Pero de Gamboa: O Crux ave e Hodie Maria: D. Pedro de Cristo: Tristis est anima meã e O Magnum Misterium e Tomas Luis de Vitoria: Domine, non sum dignus, Una hora, Ave Maria e Ave Maris Stella.


Nicholas McNair é possuidor de uma invulgar capacidade de improvisação, tem trabalhado em todas as áreas da música clássica, como compositor, intérprete, musicólogo e professor. Como acompanhador deu numerosos recitais com cantores e instrumentistas nacionais e estrangeiros. Colabora regularmente, como organista, com o Coro e a Orquestra Gulbenkian. È professor na Escola Superior de Música de Lisboa, dando aulas de improvisação, bem como de interpretação cénica com o professor Paulo Matos.
O Ensemble Vocal Introitus integra elementos solistas provenientes de vários agrupamentos vocais, destacando-se o Coro Gulbenkian e o Coro Gregoriano de Lisboa. Os membros fundadores deste agrupamento conheceram-se no início da sua formação musical, trabalhando juntos desde então e obtendo, por isso, uma elevada fusão tímbrica. Percorre todo o repertório para vozes masculinas, desde o Canto Gregoriano até aos nossos dias, com especial ênfase na música antiga.
Fernando Marques Gomes é licenciado em Canto na Escola Superior de Música de Lisboa e o Curso Geral de Flauta Transversal do Conservatório Nacional. É membro do Coro da Fundação Calouste Gulbenkian e do Coral Vértice e tem vindo a especializar-se na música vocal e instrumental dos períodos Medieval e Renascentista.
No dia 5 de Outubro os participantes continuam a preparar a apresentação pública do “Requiem” de Manuel Cardoso; às 16,15h, há uma Conversa com os Maestros sobre os seus percursos na polifonia da renascença e às 19,00h realiza-se o Concerto na Sé de Évora pelo Coro de Câmara da Universidade de Lisboa, direcção de José Robert. Programa: I parte- Estêvão de Brito: Lamentationes Jeremiae Prophetae, Feria 5 in coena Domini, Feria 6 in Parasceva e Sabbato in Parasceva; Duarte Lobo: Magnificat Octavi Toni. II parte - Filipe de Magalhães: Missa de Beata Virgine Maria.
O Coro de Câmara da Universidade de Lisboa foi fundado em Maio de 1997 pelo director artístico do Coro da Universidade de Lisboa, Maestro José Robert. Composto por dezasseis cantores, interpreta obras portuguesas e estrangeiras do período compreendido entre a Renascença e os nossos dias, sendo responsável por várias primeiras apresentações nacionais e mesmo mundiais.
José Robert iniciou desde muito cedo a actividade musical que incidiu no estudo e prática da música coral, pois, simultaneamente com os seus estudos musicais, fez parte activa e regular de vários agrupamentos corais, infantis e juvenis, com especial incidência na polifonia. Foi co-fundador do Coro da Fundação Gulbenkian, dirige o Choral Phidellius e, desde 1974, como adjunto de Fernando Lopes Graça, e a partir de 1988 como titular, o Coro da Academia de Amadores de Música de Lisboa. Desde Março de 1997 dirige o Coro de Câmara da Universidade de Lisboa.
As Jornadas são organizadas pela Associação Musical de Évora “Eborae Mvsica”, estrutura financiada pelo MC (Direcção Regional da Cultura do Alentejo) e DgArtes (Direcção Geral das Artes) e com o apoio da Câmara Municipal de Évora, Cabido da Sé de Évora, Universidade de Évora, Fundação Eugénio de Almeida, IPJ (Instituto Português da Juventude), Região de Turismo de Évora, Caixa Geral de Depósitos, Cafés Delta, Antena 2, Diário do Sul e Rádio Diana.

publicado por EOL às 08:00
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