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04 de Dezembro de 2007

Os Bancos Alimentares Contra a Fome recolheram em Portugal no passado fim-de-semana um total de 1659 toneladas de géneros alimentares - um acréscimo de 10% em relação a Dezembro do ano passado - na campanha realizada em 973 superfícies comerciais das zonas de Abrantes, Algarve, Aveiro, Coimbra, Évora, Lisboa, Portalegre, Porto, Setúbal, Cova da Beira, Leiria-Fátima , S. Miguel e Oeste.

A campanha deste fim-de-semana constituiu uma nova oportunidade para os portugueses evidenciarem a sua habitual postura solidária com as pessoas mais desfavorecidas da sua região, acentuada pela proximidade do Natal. Esse foi, aliás, precisamente o sentido da mensagem publicitária relativa à campanha: “Com a coragem e a bravura de muitos heróis, o Banco Alimentar consegue fazer chegar alimentos a milhares de pessoas durante o ano inteiro. Por mais simples que seja a sua contribuição, sempre fez, faz e fará a maior diferença. Continue a ser o herói de muitos milhares de pessoas carenciadas”.

A combinação da solidariedade generosa dos portugueses e da eficácia comprovada da acção dos Bancos Alimentares Contra a Fome na tentativa de minorar a penosa realidade da pobreza, constitui a prova evidente de que a sociedade civil se pode substituir com vantagem ao Estado na resolução de alguns dos problemas com que se confrontam as sociedades modernas, promovendo a inclusão social com proximidade e afectividade.

A campanha de recolha envolveu 17 700 voluntários, que disponibilizaram algum do seu tempo durante o fim-de-semana para participar nesta acção. Tarefas como a recolha nos estabelecimentos comerciais, o transporte, a pesagem e a separação dos produtos, foram integralmente asseguradas por voluntários, confirmando assim a adesão entusiástica ao projecto do Banco Alimentar Contra a Fome. Os géneros alimentares recolhidos serão distribuídos a partir da próxima semana a um total de 1330 Instituições de Solidariedade Social a mais de 219 mil pessoas com carências alimentares comprovadas.

As campanhas são extraordinárias cadeias de solidariedade onde cada elo – pessoas que colocam os seus donativos nos sacos do Banco Alimentar, voluntários que dão o seu tempo e trabalho e empresas que garantem seguros, transportes, equipamentos, refeições, segurança, limpeza – é indispensável e igualmente importante.

Ao longo da próxima semana haverá ainda a possibilidade de contribuir para o Banco Alimentar nas superfícies comerciais, através da aquisição de vales de produtos, sendo as entregas asseguradas pelas cadeias de distribuição e as ofertas auditadas por uma entidade externa. Também nos postos incluídos na rede PayShop poderá ser efectuada uma contribuição, que será convertida em leite.

Alguns dados relativos à actividade

A actividade dos Bancos Alimentares Contra a Fome prolonga-se ao longo de todo o ano. Para além das campanhas de recolha de géneros alimentares, organizadas duas vezes por ano nas grandes superfícies comerciais, os Bancos Alimentares Contra a Fome recolhem doações regulares de géneros alimentares efectuadas pelas empresas, agricultores e distribuição, correspondendo, em regra, a excedentes de produção que, de outro modo, teriam como destino a destruição. Estes excedentes são recolhidos localmente e a nível nacional no estrito respeito pelas normas de higiene e de segurança alimentar.

Os Bancos Alimentares Contra a Fome distribuem os géneros alimentares recorrendo a Instituições de Solidariedade Social por si certificadas como estando em condições de avaliarem in loco a real situação de carência alimentar das pessoas objecto da sua assistência e de lhes darem o destino adequado. Deste modo, para além de combaterem de forma eficaz as carências alimentares, os Bancos Alimentares Contra a Fome lutam contra uma lógica de desperdício, apanágio das sociedades actuais.

Em 2006, os treze Bancos Alimentares Contra a Fome operacionais distribuíram um total de 18 mil toneladas de alimentos (equivalentes a um valor global estimado superior a 24,4 milhões de euros), ou seja, um movimento médio por dia útil de 72 toneladas. A actividade dos Bancos norteia-se pelo princípio genérico da “recolha local, ajuda local”, aproximando os dadores dos beneficiários e permitindo uma proximidade entre quem dá e quem recebe.

A actividade dos Bancos Alimentares possibilita o encontro entre voluntários e instituições beneficiárias, por um lado, e entre fornecedores da indústria agro alimentar, empresas de serviços, poderes públicos e o público em geral, em especial durante os fins de semana das campanhas de recolha, em que todos trabalham lado a lado por uma causa comum: a luta contra a fome. Graças às parcerias estabelecidas entre todos estes intervenientes, a ajuda alimentar é em muitos casos uma alavanca para a inserção social para as pessoas necessitadas.
Fomentar o acompanhamento individual e a inclusão social
Por outro lado ainda, a acção dos Bancos Alimentares Contra a Fome procura concretizar uma ajuda alimentar de qualidade, por via de um melhor equilíbrio nutricional dos produtos distribuídos e pelo desenvolvimento de formas diferentes de acolhimento das pessoas carenciadas pelas instituições apoiadas. Os Bancos Alimentares Contra a Fome celebram, com esse objectivo, parcerias por um lado, com os seus fornecedores, procurando obter gratuitamente produtos diversificados com qualidade nutritiva e, por outro lado, com as instituições, acompanhando-as em permanência e incentivando as visitas domiciliárias e o acompanhamento muito próximo e individualizado de cada pesoa ou família pobre.

Em 1992, nasceu em Portugal o primeiro Banco Alimentar Contra a Fome seguindo o modelo dos “Food Banks” norte americanos, à altura já implantado na Europa, em França e na Bélgica. Estão actualmente em actividade no território nacional 13 Bancos Alimentares, congregados na Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares, com o objectivo comum de ajudar as pessoas carenciadas, pela doação e partilha. Existem 202 Bancos Alimentares operacionais na Europa, que em 2006 distribuíram 274 000 toneladas de produtos a 4,3 milhões de pessoas, através de 25 000 associações (www.eurofoodbank.org).

publicado por EOL às 10:16
Para onde irá todas estas toneladas? Será que vai para lá? Quem nos garante isso? Deve ser como esses milhões que todos os Países oferecem quando há catástrofes... Nem se chega bem a saber para onde vai estes dons todos e como vão ser entregues, cá para mim deve haver muita coisa escondida por de trás de algumas instituições fetiches... Ó quisto chegou hoje em dia, não se poder confiar em minguem. (Triste).
Para onde vamos! a 9 de Dezembro de 2007 às 13:04
eu tumbeim achu qi é assim. eu istou fazendo um trabalhu sobre bancos alimentjaires contra a fomi e na conclusaum talveiz ponha mais ou menus o que essi cára escreveu no post number 1... eu achu qi essi cara tem razaum no qe deiz porqui nos nunca sabemos pondji vai essa donativada toda si chegamus a ajudar alguma coisa aos pobrezinhos qi pricizam di nossa ajuda qi somos "ricos" (em comparaçao desses pobrezinhus) ne caras... num concordjam comigu? acho que deviam concordar comigu e com esse cara ai referido em baixu ... mas si nao concordam raciocinem logo ein ... e vejam qi eu e essi cara temos razao neh ... como essi cara deis eu tou munto tristi com essi mundo todo ... :(

eh so isto pa dize acho qi meu trabalho ta feitu ;)
bijokinha e disculpa si num percebi algum coisita do qi eu escrevi num consigo escreve doutro jeito ... mias muntas discupas caras legau ......
Tjiniinhá dêsiludjida a 4 de Fevereiro de 2009 às 18:02
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