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18 de Fevereiro de 2008

Diagnosticar a Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica é o grande objectivo da acção nacional de rastreios Pneumobil que estará nos dias 14 e 15 de Fevereiro no Hospital de Beja e no Centro de Saúde de Serpa, respectivamente. Os rastreios realizam-se entre as 9h00 e as 18h00 e são dirigidos a fumadores e ex-fumadores com mais de 40 anos. Esta iniciativa da Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP) e da Iniciativa Global para a Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (GOLD) está a percorrer o país durante seis meses consecutivos realizando rastreios à população.
O Pneumobil é uma unidade móvel equipada com todo o material técnico e humano necessário para a realização de rastreios, utilizando a espirometria como método de diagnóstico fundamental. O itinerário teve início no dia 17 de Maio no Hospital Pulido Valente, em Lisboa e, desde então, está a marcar presença junto a Hospitais, Centros de Saúde e também em Empresas de todo o país.
A iniciativa permitirá a detecção de possíveis casos de obstrução pulmonar, assim como, informar a população sobre esta doença crónica e silenciosa, ainda desconhecida pela maioria dos portugueses.
“O Pneumobil resulta da combinação das palavras pneumologia e móvel. Queremos chegar às pessoas, consciencializando-as para a DPOC. Dificuldade de respiração, tosse e aumento da expectoração são os sintomas mais frequentes desta doença que passam frequentemente despercebidos, sendo associados a sinais normais do envelhecimento. O Pneumobil irá não só, alertar as pessoas para a DPOC, mas principalmente, através do rastreio, detectar precocemente a doença permitindo o encaminhamento atempado para os cuidados de saúde adequados”, explica o Professor Doutor Segorbe Luís, Presidente da Sociedade Portuguesa de Pneumologia. O diagnóstico precoce é a única forma de evitar a progressão da DPOC. A pensar nisso, o GOLD tem vindo a concertar uma estratégia internacional de combate a esta doença crónica que se estima que, em 2020, seja a terceira causa de morte a nível mundial.
O Estudo Burden of Lung Disease (BOLD) é uma das iniciativas que pretende avaliar a extensão da patologia em todo o mundo, os factores de risco a ela associados e o impacto socio-económico da DPOC.
A realidade portuguesa também estará representada no Burden of Lung Disease. Prevê-se a integração deste estudo mundial no Pneumobil, durante o mês de Novembro, permitindo um conhecimento mais aprofundado da realidade portuguesa no que toca ao conhecimento da DPOC, principalmente a sua incidência.
“É fundamental tomarmos, quanto antes, medidas para travar esta doença. Actualmente sabemos que meio milhão de portugueses sofrem de DPOC, encontrando-se um grande número por diagnosticar.
A exposição contínua a factores de risco, nomeadamente o tabaco, e as alterações a nível da estrutura da população mundial, cada vez mais envelhecida, fazem da DPOC uma das grandes ameaças da saúde a nível mundial. Só através de um conhecimento correcto da realidade nacional, possível com o Pneumobil, e mundial, através do Estudo Burden of Lung Disease, será possível unir esforços no combate a esta patologia”, explica a Professora Doutora Cristina Bárbara, pneumologista e coordenadora da iniciativa GOLD e do estudo BOLD em Portugal.
O Pneumobil é mais uma iniciativa de âmbito nacional que pretende sensibilizar a população portuguesa para a DPOC. Já em 2005, a Sociedade Portuguesa de Pneumologia e a iniciativa GOLD organizaram uma acção de rastreios ao sector privado, rastreando 2.400 trabalhadores de 24 empresas de norte a sul do país. Os resultados não foram animadores, 25% destes trabalhadores encontravam-se em risco de desenvolver DPOC. O Pneumobil pretende dar continuidade a esse projecto.
A DPOC é já a sexta causa de morte em Portugal, afectando mais de 500 mil portugueses. No seu desenvolvimento, a DPOC mata mais do que o cancro do pulmão ou mesmo a SIDA. Caracteriza-se por obstrução do débito aéreo (passagem de ar dificultada), acompanhada por dificuldade respiratória (dispneia), tosse e aumento da produção de expectoração. Numa fase avançada, os doentes são incapazes de desenvolver as suas actividades normais, como por exemplo pentear o cabelo, conduzir ou subir escadas, entre outras.

publicado por EOL às 08:00
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